Resenha: Cidades de Papel

— Talvez todos os fios dentro dele tenham se arrebentado — respondeu ela. (PG. 16)

 
 
 
 
 
 

Título: Cidades de Papel
Título Original: Paper Towns
Autor: John Green
Páginas: 368
Ano de Lançamento: 2013
Editora: Intrínseca
Gênero: Ficção Americana

Depois de muito sacrifício, FINALMENTE, consegui terminar este livro. E digo a vocês que isso só foi possível por causa da minha amiga, Luane, que me falou: “Só acho que temos direito de falar bem ou mal de algo se terminarmos por completo”, claro que concordo com ela. É errado querer opinar sobre algo que você não leu/viu todo, eu iria fazer isso porque eu não conseguia terminar de ler esse livro, por mais que tentasse. Mas depois do que Lu disse, só me sentiria bem em dar minha opinião depois que tivesse o lido completamente.

Vamos deixar claro uma coisa para você que está aqui para ler essa resenha: ELA NÃO VAI SER UMA RESENHA POSITIVA, então se você é fanática pelo Sr. Green acho melhor nem ler porque com certeza você irá me odiar. Mas se mesmo assim deseja ler, lembre-se: Cada um tem sua opinião, respeite a minha! Dito isto…

Todo mundo que me conhece sabe que ACEDE foi um livro que não gostei muito, porque já sabia o final, mas “Cidades de Papel” superou. Não sei explicar exatamente o que me fez ter tanta raiva deste livro, simplesmente achei ele um tédio, sem falar que achei Quentin um idiota (ops!) que só pensava nele e achava que o mundo girava em torno dele (acho que escutar “Bleeding Out” enquanto faz a resenha não seja tão legal assim rsrs). Mas vamos lá…

Quentin Jacobsen está no seu último ano do colégio e é apaixonado por Margo Roth Spiegelman, porém essa paixão é algo impossível para ele já que eles não estão mais tão próximos assim e por Margo ter um namorado.

Q. sempre teve uma rotina certinha, nunca fez nada de diferente, nunca desobedeceu nenhuma regra, nunca faltou aula, nunca tinha feito nada que fosse realmente empolgante (em outras palavras: Poderíamos considerar a vida dele chata). Até que tudo isso muda quando Margo surge na janela do seu quarto e o chama para ajudá-la a resolver onze problemas. Depois de ter negado algumas vezes ele finalmente aceita e parte com Margo para essa aventura (melhor parte do livro, ou única parte que realmente achei boa). Essa se torna uma noite muito especial para Q., pois o faz crer que poderá se reaproximar de Margo e isso o deixa muito feliz e ao mesmo tempo ansioso para o dia seguinte na escola.

Porém, ao chegar na escola, ele descobre que Margo havia sumido (de novo). E isso o deixa com “uma pulga” atrás da orelha: Para onde ela poderia ter ido? Quando será que ela vai voltar? Por que ela tinha sumido? Então, ele julga que a melhor decisão é ir atrás dela (não importa onde, como ou quando).

Pronto, a partir daí que, na minha opinião, o livro começou a ficar ruim. E só poderei falar coisas sobre ele até aqui, porquê: 1) Depois disso, qualquer detalhe a mais pode se tornar spoiler; 2) A partir daqui que comecei a odiar o livro, então acho que tudo que direi após isso não será muito legal.

Mas irei explicar porque acho Q. um idiota: Ele vai atrás de Margo, até aí tudo bem, mas o que ele faz para ir atrás dela não é nem um pouco legal. Ele fica obcecado por ela, se torna doentio, a vida dele começa a girar em torno de “Margo Roth Spiegelman”. Tudo que ele faz ou fala é sobre ela (tem um certo momento no livro que Q. briga com Ben por ele ser “obcecado” pela *seria spoiler se eu dissesse*, sendo que Quentin não percebe que ele também estava obcecado por algo. Algo que o tornava chato/idiota). Ele só quer encontrar Margo, não importa como. E ninguém iria empatar ele disso.

Se eu indico esse livro pra alguém? Sim, eu não gostei mas alguém pode gostar, né? Mas deixo um prévio aviso: Não gostei e por pouco não conseguia completar a leitura (teve um momento que fechei o livro e falei pra minha irmã, fingindo voz de choro: “NÃO CONSIGO TERMINAR ESSE LIVROOOOO!!!, foi desesperador rsrs). Mas leiam, vocês podem ou não ter a mesma opinião que eu tive, só irá descobrir se ler!

 Quotes:

“[…] E agora a vida se tornou o futuro. Todos os momentos da vida são vividos no futuro: você frequenta a escola para entrar na faculdade para arrumar um bom emprego para comprar uma casa legal e mandar os filhos para a faculdade para que eles consigam arrumar um bom emprego para comprar uma casa legal para mandar os filhos para faculdade.” [pg. 42]

“[…] No planejamento, acho. Não sei. Fazer as coisas nunca é tão bom quanto imaginá-las.” [pg. 90]

“[…] O prazer estava em ver nossos fios se cruzarem e se separarem, e depois se tocarem de novo.” [pg. 91]

“[…] É muito difícil ir embora — até você ir embora de fato. E então ir embora se torna simplesmente a coisa mais fácil do mundo.” [pg. 262]

“[…] Só tenha em mente que às vezes o jeito como a gente pensa em alguém não é exatamente o jeito como essa pessoa é.” [pg. 312]

“[…] As pessoas são o lugar, e o lugar é as pessoas.” [pg. 346]

“[…] O para sempre é composto de agoras — diz Margo. Não tenho nada para refutar isso; fico só assimilando a frase quando ela continua: — Emily Dickinson.” [pg. 351]

Sinopse, clique aqui.

P.s.: Achei o filme melhor (por ser mais engraçado).

Grandes beijos e abraços…

Instagram •• Twitter •• Facebook •• Pinterest

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s