Vamos falar sobre algo sério?

Imagem do instagram da Taci (@tacielealcolea)

Ser sincera para vocês preferia evitar esse assunto, mas não conseguia deixar de falar sobre isso. Não conseguiria trazer uma postagem alegre enquanto algo sério está acontecendo, sei que talvez muitos de vocês venham até aqui para se livrar um pouco da realidade, fugir das coisas do mundo. Só que é impossível fugir desse mundo, é impossível ignorar o que aconteceu, o que está acontecendo, o que pode acontecer.

Realmente estou tentando achar as palavras certas para descrever tamanha atrocidade, não quero ser mais uma que vai falar sobre o que está acontecendo, pelo menos não tudo o que aconteceu, porque a essa altura todos já devem saber o que aconteceu, o que 33 homens fizeram. O que quero com essa postagem talvez seja até algum tipo de desabafo, quem sabe. Algo que muitos esquecem é que não foram somente 33 homens, foram muito mais que isso. Foram aqueles que: Gostaram de ver o vídeo, que defenderam os estupradores com alguma desculpa, aqueles que disseram que a culpa era dela, e muitas outras. Se for pensar bem, não foram 33 homens, foi muito mais que isso.

Pelas redes sociais o que mais vemos são imagens contra o que está acontecendo, imagens de apoio, mas também têm muitas imagens de respostas que algumas pessoas deram sobre o que está acontecendo e essas são as piores. Todas que vi até hoje tinham respostas de homens dizendo que a grande culpada do que está acontecendo é dela. Ou que: “Se tivesse em casa não aconteceria”, “se estivesse trabalhando, isso não aconteceria”, “se fosse menos puta não aconteceria”, … O incrível é que nenhum deles percebe que nada disso é uma justificativa para o que aconteceu, que se eles tivessem um pingo de inteligência nunca teriam dito um comentário tão idiota quanto esses.

Será que é tão difícil perceber que para todos esses comentários existe um contra-exemplo? “Se tivesse em casa não aconteceria”, sério? E as meninas que foram estupradas dentro de suas próprias casas e, algumas vezes, pelo próprio pai (ainda duvida de mim? Leia isso: Morre jovem encontrada com sinais de estupro dentro de casa na Zona Norte). “Se estivesse trabalhando, isso não aconteceria”, e as meninas que foram estupradas no caminho do trabalho? (Leia: Jovem é atacada e estuprada a caminho do trabalho) “Se fosse menos puta não aconteceria”, e quando é uma bebê de 2 anos que é estuprado? Essa bebê foi puta e pediu isso? (Insiste em duvidar? Leia: Menina (de 1 ano e meio) morta em igreja foi violentada). Não é tão difícil encontrar alguma reportagem que quebre qualquer argumento imbecil que alguém use como “desculpa”, concorda?

O que essas pessoas que insistem em dizer que a culpa é da menina tem que entender é que os únicos culpados pelo que aconteceu foram esses 33 homens que se divertiram com o sofrimento de uma menina. O único culpado, SEMPRE, é do estuprador, NUNCA da vítima. Por favor, pensem um pouco e comecem a perceber isso. Se ainda assim alguém insiste em dizer que a culpa é da vítima, sinto te informar, mas você não receberá nunca o meu respeito e não deveria receber o respeito de ninguém e com certeza não tem um pingo de inteligência que seja. Você que acha que a culpa é sempre da vítima, você é a vergonha do país, um vergonha para sua família, uma vergonha para si mesmo, VOCÊ É UM *adjetivo da sua escolha* (sejam criativos ;) ).

O mais triste é imaginar que é possível que algum desses 33 irá sair ileso disso, que não receberá metade do que realmente merece, para não dizer que todos poderão sair ilesos. Duas pessoas já foram identificadas e estou torcendo para que o grupo Anonymous identifique todos os outros e mostre quem são eles (caso você não saiba quem são eles, leia: Anonymous promove caça a envolvidos em estupro coletivo no Rio).

O que se passa na cabeça de uma criatura que é capaz de fazer isso? (O que passa na cabeça de uma criatura que acha que a culpa é da vítima?) O que levaram eles a fazerem isso sem sentir um pingo de solidariedade, pena, compaixão? Esses caras não tem mãe, tia, prima e/ou irmãs? Se fosse com alguma delas, com a mãe, tia, prima e/ou irmã deles? Provavelmente eles iriam querer matar o responsável (o sentimento de muitos em relação a eles agora). É horrível imaginar que existem pessoas que são capazes de tamanha violência. Eu não vou me prolongar mais, não sei nem mais o que escrever, isso foi repugnante, doloroso (acho que para a maioria das pessoas). Não foi só com uma menina de 16 anos, é o que acontece diariamente e nós não ficamos sabemos. Todas nós, infelizmente, vivemos constantemente com esse perigo e o medo de que algum dia isso aconteça com a gente.

Antes de comentar qualquer coisa, pense bem e se pergunte se seu comentário vai acrescentar algo positivo nessa postagem, se não, evite. Nenhuma desculpa será justificativa para o que aqueles caras fizeram. Nenhuma.

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Resenha: Apenas Um Dia

A vida de Allyson Healey é exatamente igual a sua mala de viagem: organizada, planejada, sistematizada. Então, no último dia do seu curso de extensão na Europa, depois de três semanas de dedicação integral, ela conhece Willem. De espírito livre, o ator sem destino certo é tudo o que Allyson não é. Willem a convida para adiar seus próximos compromissos e ir com ele para Paris. E Allyson aceita. Essa decisão inesperada a impulsiona para um dia de riscos, de romance, de liberdade, de intimidade: 24 horas que irão transformar a sua vida. Apenas um Dia fala de amor, mágoa, viagem, identidade e sobre os acidentes provocados pelo destino, mostrando que, às vezes, para nos encontrarmos, precisamos nos perder primeiro… Muito do que procuramos está bem mais perto do que pensamos.

Título: Apenas Um Dia
Título Original: Just One Day
Autor: Gayle Forman
Páginas: 382
Ano de Lançamento: 2014
Editora: Novo Conceito
Gênero: Ficção Norte-americana

O que pode acontecer em apenas um dia? Claramente muitas coisas, concordam? Como Gayle diz: “Nascemos em um dia. Morremos em um dia. Podemos mudar em um dia. E podemos nos apaixonar em apenas um dia.” (pg. 135).

Allyson Healey era uma garota que não gostava de fugir do seu comum, era sempre organizada, estudiosa, sistematizada, sempre fazendo os gostos dos seus pais. Todos sabiam exatamente o que esperar dela. Ela acabou de sair do ensino médio e, como presente de formatura, ganhou de seus pais uma viagem para Europa. E foi nessa viagem, enquanto ela esperava para ver uma peça de William Shakespeare, que conheceu Willem (lindo, ator e aventureiro). Típico cara que todas as garotas se interessam.

Por coincidência, ou acaso, Willem e Allyson vão para Londres no mesmo trem e lá eles começam a conversar e se conhecer mais um pouco. E no meio dessa conversa, Allyson diz que nunca tinha ido à Paris e que queria ter ido nessa viagem, mas não deu certo por causa de alguns problemas. Então, Willem a convida, sem mais nem menos, para eles irem juntos à Paris durante um dia, um único dia. Caso ela aceitasse, iria ser muito diferente, uma Allyson diferente, que age por impulso, que se aventura, que faz algo que nunca ninguém esperou vindo dela. Então, ela aceita!

Ser sincera, esse livro foi só mais um livro, não foi nenhum livro que entrou na minha lista de favoritos. Só foi mais um. Mas o que mais me deixa intrigada é que, por mais que ele tenha sido só mais um, não consegui largá-lo até terminar, em uma semana já tinha acabado a leitura, só que foi só mais um. Ele é bom, mostra que um dia pode mudar sua vida completamente (seja para bom ou para ruim) e que os acasos existem, e que eles podem ser muito bons na sua vida. Só que, mesmo assim, ele não me encantou. Eu não sinto aquela vontade, por exemplo, de sair dizendo a todos para ler esse livro, realmente não me empolguei com ele.

Uma coisa que realmente não gostei foi que em alguns momentos há perguntas/diálogos em Francês e em algumas vezes a autora não colocou o que elas significavam, em alguns casos você consegue perceber o que eles queriam dizer, mas em outros não, pelo menos eu não consegui. Achei isso um ponto negativo para ele e acabou me desanimando um pouco.

A edição da novo conceito, como sempre, está linda. Os livros deles são meus favoritos, amo como são as suas folhas. Não tenho o que reclamar da edição. A editora está de parabéns (mais uma vez).

Por fim, não tenho muita vontade de ler a continuação do livro. Quero ler só pelo motivo de saber o que acontece porque a autora deixou o final em aberto (não li “Se eu ficar” ou “Para onde ela foi”, mas me disseram que essa é uma característica da autora). Acho que esse foi até outro motivo para não me empolgar tanto para esse livro.

Então minha opinião final é: O livro tem um final em aberto, gostei da leitura (foi rápida e até legal), mas não amei. E não indicaria, na verdade não indico, realmente foi um leitura simples ou até mesmo normal, talvez o motivo disso seja porque meu gosto literário esteja mudando. Só que ainda assim não indico, a leitura dele vai a seu critério se deve ou não correr o risco rsrs. Mas, me digam, algum de vocês já leu? O que achou?

 Quotes:

“[…] — Acho que tudo está acontecendo o tempo todo, mas, se você não se coloca no caminho, acaba perdendo. Quando viaja, você se coloca lá. Nem sempre é bom. Às vezes é terrível. Mas outras… — Ele ergue os ombros e aponta para Paris, depois olha de esguelha para mim. — Não é tão ruim assim.” [pg. 53]

“[…] Férias. É mais fácil começar algo quando se sabe que não tem que ver alguém por um tempo.” [pg. 172]

“[…] Às vezes, só pode sentir algo quando se perde.” [pg. 280]

Grandes beijos e abraços…

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Top 10: Luan Santana

Iaê, gente…

Que saudade de escrever um top músicas (são minhas postagens favoritas porque relembro algumas músicas e fico horas e horas cantando rsrs). Não pensei que o top de Luan Santana seria difícil de fazer, me enganei (literalmente), eu iria conseguir escolher umas 20 músicas fácil fácil rsrs (acho que meu antigo lado fã dele ainda não sumiu rsrs). Chega de enrolação, eis as músicas que escolhi:

Número #1: Cê topa?

“[…] Eu, você, dois filhos e um cachorro. Um edredom, um filme bom no frio de agosto. E, ai, cê topa?”

Número #2: Incondicional

“[…] A gente é assim, temos tanta coisa em comum, você tem marca em mim, e pra você não sou mais um. Assim é o nosso amor tão forte como a noite, perfeito como o dia.”

Número #3: Te Vivo

“[…] Em questão de segundos voo pra outro mundo, outra constelação, não dá para explicar ao ver você chegando qual a sensação.”

Número #4: Escreve Aí

“[…] É que eu te amo e falo na sua cara, se tirar você de mim não sobra nada. O teu sorriso me desmonta inteiro, até num simples estalar de dedos. Talvez você tenha deixado eu ir pra ter o gosto de me ver aqui, fraco demais para continuar juntando forças pra poder falar que eu volto é só você sorrir.”

Número #5: 3 de Maio

“[…] Quando o amor bate na porta é só deixar ele entrar. Na vida tem escolhas e o mais certo é não ter medo de errar, o beijo tão gostoso que você me deu me fez esquecer da hora. Eu viajei direto pra saturno e não voltei até agora.”

Número #6: Chuva de Arroz

“[…] Vai ser nossa cidade, nosso telefone, nosso endereço, nosso apartamento. Sabe aquela igreja? “Tô” aqui na frente, imaginando chuva de arroz na gente!”

Número #7: Te Esperando

“[…] Um dia vai sentar numa cadeira de balanço, vai lembrar do tempo em que tinha vinte anos. Vai lembrar de mim e se perguntar: Por onde esse cara deve estar? E eu vou estar te esperando nem que já esteja velhinha gagá. Com noventa, viúva, sozinha, não vou me importar.”

Número #8: Palácios e Castelos

“[…] A gente se conheceu na escola, eu pegando onda e jogando bola, você era modelo e adorava dançar, praia, cinema, festinhas no ar…”

Número #9: Não Era Para Ser

“[…] Fiquei a dois dedos da sua boca e não beijei, perdi o “time” pra me declarar e me calei. Milhões de desencontros culminaram nessa decisão.”

Número #10: Química do Amor (part. Ivete Sangalo)

“[…] Queria ser um peixe e mergulhar no seu aquário. Queria ser a data pra marcar seu calendário. Eu e você, espera pra ver.”

E aí, qual seu top músicas de Luan Santana? E o próximo top que teremos é dos: The Beatles!

Grandes beijos e abraços…

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Resumão: Abril/2016

Iaê, gente, quanto tempo, hein?

Nossa! Que pobreza de postagem foi essa em abril? Eu sei, foi triste, mas a faculdade tava MUITO apertada, tava realmente sem tempo. Final de período é sempre uma correria, quem faz faculdade vai me entender (quem não faz, quando for fazer vai me entender também). Peço mil desculpas por essa pobreza, para ser sincera, estou até com vergonha de trazer esse resumão, mas vou fazer o quê? Vida que segue.

Só que tenho boas notícias, ou vocês acham que eu viria com essa pobreza de postagens e iria ficar só por isso mesmo? NÃOOO! A boa notícia é que: ESTOU DE FÉRIAS!!! Tá bom, QUASE de férias. Por que quase? Porque na quinta ainda tenho uma prova para fazer, depois disso? FÉRIAS, BABY, FÉRIAS!!! (uma lágrima de felicidade escorre em meus olhos). E o bom disso tudo é que estou com muitos planos para postagens, só falta escrever e compartilhar com vocês. Sem falar das minhas leituras que já estou voltando com tudo (ou seja, em breve teremos resenhas). Enfim, essa férias vieram em boa hora e irei repor essa pobreza de postagens que tivemos em abril. I promise.

Chega de enrolação, muito obrigada pela companhia de vocês, já falei que vocês são o meu motivo para continuar com as postagens? Já? Tá, mas falo de novo, o que me motiva a vir aqui fazer postagem são vocês então eu agradeço muito a vocês pela companhia de sempre. Vocês são incríveis. E qual foi a publicação com mais visualização do mês passado? “Experiência #8: Piercing!” (quem diria, ela realmente desbancou a “Experiência #4: Happy Holi – O Festival das Cores“). Mas vamos para as três postagens de abril (que vergonha, só três)…

06 de Abril de 2016: Maquiagem inspiração – Ariana Grande → Make (linda!) inspirada na Ariana;

09 de Abril de 2016: Pause: Março/2016 → Aqui vocês encontram as músicas que não consegui dar “Pause” no mês anterior;

22 de Abril de 2016: Resumão: Março/2016 → Nesta postagem vocês encontram tudo aquilo que foi publicado no mês de março;

Então é isso, gente. Desculpa pela pobreza de postagens, mas irei me redimir, prometo. Até breve, queridos loucos!

Grandes beijos e abraços…

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