Conto: Amor Platônico

É mais um dia como outro qualquer, acordei às 7 da manhã, tomei banho, me arrumei, tomei café da manhã e fui para o trabalho. Tudo estava normal, tudo estava acontecendo da mesma forma de sempre.

Como todos os dias da semana, às 8 horas em ponto já estava no ponto de ônibus, esperando até que o coletivo aparecesse. Só que, logo hoje, esse ônibus decidiu demorar mais que o normal. Já tinha se passado 20 minutos e nada do ônibus chegar.

Foi então que vi um rosto conhecido se aproximando de mim. Um rosto que a muito tempo não tinha visto. Um rosto que, sem dúvida nenhuma, nunca esqueceria. Esse rosto era o de Rogério. Sim, Rogério. O cara que conheci no colégio quando tinha 14 anos. Sim, Rogério. O meu amor platônico.

Ver aquele rosto, mesmo de longe, me fez lembrar como fiquei por causa dele. O quanto sofri por causa dele. E hoje em dia vejo claramente que tudo que sofri não passava de uma fase. Um fase que, naquela época pensei que nunca passaria — sorri ao lembrar dessa fase. O mais engraçado é que naquela época, por volta de 2008, olhava pra ele e via como “o cara mais perfeito do colégio”. Amor platônico é assim: Você acha que só existe aquele cara.

O pior momento que vivenciei nessa época, e o momento em que descobri que gostava realmente dele, foi um dia em que estava no colégio e o avistei na arquibancada da quadra. Ele estava com os amigos, se divertindo. Quando de repente, chegou uma menina, linda, com cabelo maravilhoso, ao lado dele e começou a conversar com ele. Foi nesse momento que parei e falei para minha amiga: “Eu gosto de um cara que nunca vai gostar de mim, que nem sabe o que sinto por ele. E que nunca vai saber porque não tenho coragem de falar a ele.” E chorei. Muito. É até um pouco constrangedor  lembrar disso. Como podia gostar tanto assim de alguém que mal conhecia? Como podia gostar tanto de alguém que eu sabia que gostava de outra pessoa?

É completamente inexplicável o que acontece com o amor platônico. A gente se entrega ao sentimento por alguém que nem sempre sabe da nossa existência. É, realmente, ter 14 anos é complicado — nessa hora comecei a sorrir por lembrar de tudo isso e falei pra mim mesma: “O bom é que a gente cresce e vê que não passou de um amor de criança.”

Continuei navegando nas minhas lembranças a medida que elas iam surgindo, e sempre sorrindo por lembrar de tudo que já havia passado por acreditar em um amor que não existia. Lembrando de como me sentia péssima por achar que a culpa era minha. Hoje em dia consigo sorrir lembrando disso. E foi nesse momento que percebi que Rogério já estava ao meu lado e falou:

— Oi, Gabi, tudo bem? — disse ele.

— Sim. Agora sim. — disse com um sorriso no rosto.

Para acessar o conto de Mayara, clique aqui.
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Contos *-*

Iaê, gente, tudo bem com vocês? TENHO NOVIDADES *-*

A partir de hoje teremos uma categoria nova no blog, essa categoria (como o nome da postagem já diz), vai se chamar: Contos. Mas que contos são esses?

Se liguem na ideia que sei que vocês irão amar: Estou com parceria com uma amiga, Mayara Rodrigues (do blog “Cantinho da Matilda“) e, mensalmente, iremos colocar nos nossos blogs contos que podem servir como conselhos para vocês, ou para tirar dúvidas, ou até mesmo pra vocês rirem das histórias que iremos contar rsrs.

Todo mês teremos temas predefinidos, seguindo uma sequência previamente decidida (mas que pode ser mudada ao decorrer dos meses). Ok, enrolei, enrolei, enrolei e não disse nada rsrs. O nosso primeiro conto terá como tema o “Amor platônico”. Através desse tema escrevemos uma história para vocês (podendo ser real ou não rsrs). E, essas histórias, tem como objetivo, tentar ajudar vocês com algum tipo de conselho. Ou, como disse, ri da história que foi contada.

Garanto que vocês irão gostar (as histórias já estão prontas e estão incríveis, garanto rsrs). Ah, lembrando que os dois contos serão publicados simultaneamente e no final de cada conto vou colocar o link do blog de Mayara para que vocês possam ler o conto dela também. Fica combinado assim? ;)

P.s.: E quem sabe, futuramente, não podemos pegar as histórias de vocês e fazer delas um conto e dar um conselho nosso? Seria legal, o que vocês acham?

Grandes beijos e abraços…

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