Resenha: Um dia

“Brincadeirinha” era exatamente o tipo de coisa que as pessoas escreviam quando estavam falando sério. [pg. 35]

 

 

Título: Um Dia
Título Original: One Day
Autor: David Nicholls
Páginas: 412
Ano de Lançamento: 2011
Editora: Intrínseca
Gênero: Romance Inglês

Tem MUUUUITO tempo que não trago uma resenha né? Mas hoje trago a resenha de um livro que amo muito e que foi, literalmente, o primeiro da minha estante. Lembro que ganhei de presente de aniversário do meu pai a muito tempo atrás. Muitos não gostam desse livro e eu até entendo o porquê, porém me desafiei a fazer alguém que não gostou começar a gostar depois de ler o que escrevi. Então vamos lá…

“Um Dia”, traz a história de Emma Morley e Dexter Mayhew, ou Em e Dex. Eles se conheceram no ano de formatura e ficaram muito amigos desde então. Emma era uma pessoa muito romântica, sonhadora e que luta para ter tudo que deseja. Dexter era aquele cara que todas queriam, o bonitão, que só queria aproveitar a vida e que tinha tudo que quisesse na hora que quisesse. Enquanto Emma estava procurando emprego, Dexter viajava pelo mundo. Enquanto Em estava “se afundando” em Londres, Dex está aproveitando mais alguma festa em algum país.

O que ninguém sabia, ou melhor dizendo, o que todo fingia que não sabia, era que Emma era perdidamente apaixonada por Dexter. Porém, com o passar do tempo, essa paixão de Em ia diminuindo enquanto Dex começava a perceber as qualidades dela. A questão é, será que é tarde demais para eles? Será que Emma já havia desistido dele? Será que Dex não queria só mais uma noite?

Esse livro é simplesmente incrível, os capítulos dele são passados todo dia 15 de julho em uma narrativa que é dividida entre Dex e Em, um livro que te faz querer ler cada vez mais, que te cativa. E que te ensina (e é isso que me faz amá-lo) que não perca sua chance, se sente algo por alguém vai lá e fala, antes que seja tarde demais. Que muitas vezes o sentimento é recíproco, mas como você nunca falou, nunca disse nada, nunca expressou seu sentimento, você nunca soube disso. Que não é porque algo deu errado agora que irá ser assim pra sempre. Que aproveite sempre ao lado das pessoas que você ama, você não sabe até quando elas estarão com você… São tantas coisas boas que esse livro me faz sentir, são tantas coisas que penso com ele que nem sei chegar aqui e contar sobre ele.

É um livro lindo, com romance lindo, uma história cativante, emocionante, qualquer detalhe dado estraga a grande história entre Em & Dex. É um livro que vale muito a pena ler e que eu digo a vocês: Tenham a mente aberta, veja além do que acontece, veja o que o livro ensina. Se deixe viver esse romance lindo…

Sim, amo esse livro e não importa o que digam, continuarei amando esse casal. ♥

 Quotes:

“[…] O fracasso e a infelicidade são mais fáceis, porque você pode fazer piada com isso.” [pg. 50]

“[…] Pode me chamar de sentimentaloide, mas não tem ninguém no mundo que eu mais gostaria de ver com disenteria.” [pg. 90]

“[…] Você é linda, sua velha rabugenta, e se eu pudesse te dar só um presente para o resto da sua vida seria este. Confiança. Seria o presente da Confiança. Ou isso ou uma vela perfumada.” [pg. 51]

“[…] Você é um quebra-cabeça de duas peças… — Sentou-se e limpou a grama da pele. — De uma cor só.” [pg. 73]

“[…] — Ah, você me conhece. Eu não tenho emoções. Sou um robô. Ou uma freira. Uma freira robô.
— Não é, não. Você finge ser, mas não é.
— Ah, não se preocupe. Eu gosto muito de estar envelhecendo sozinha…”
[pg. 74]

“[…] — Sou, sim, Dex. Juro por Deus, eu mesma me acho chata.
— Bom, eu não acho você chata. — Pegou a mão dela. — Você nunca vai ser chata para mim. Você é uma em um milhão, Em.”
[pg. 78]

“[…] Inveja é uma espécie de impostos que se paga pelo sucesso.” [pg. 187]

“[…] Amigos eram como roupas: lindas enquanto novas, mas acabavam se desgastando ou não cabiam mais.” [pg. 187]

“[…] Por que uma mulher não poderia ter um pouco de autoconfiança em vez de se comportar o tempo todo como espantalho?” [pg. 197]

“[…] Você mesmo disse que as pessoas mudam, não adianta ser sentimental a respeito. O negócio é ir em frente, encontrar outras pessoas.” [pg. 205]

“[…] — Dexter, eu te amo muito. Muito, muito, e provavelmente sempre amarei. — Os lábios dela encostam no rosto dele. — Só que eu não gosto mais de você. Sinto muito.” [pg. 206]

“[…] — Solidariedade pela solteirona. Eu estou bem, obrigada. E me recuso a ser definida por um namorado. Ou pela falta de um namorado. — Começa a falar com bastante intensidade. — Quando você não se preocupa mais com essas coisas, com encontros ou relacionamentos, amor e tudo o mais, é mais fácil se sentir livre para tocar a vida real.” [pg. 276]

“[…] Retomou a caminhada para o sul, em direção a The Mound. ‘Viver cada dia como se fosse o último’ — esse era o conselho convencional, mas na verdade quem tinha energia para isso? E se chovesse ou você estivesse de mau humor? Simplesmente não era prático. Era bem melhor tentar ser boa, corajosa, audaciosa e se esforçar para fazer a diferença. Não exatamente mudar o mundo, mas um pouquinho ao redor. Seguir em frente, com paixão e uma máquina de escrever elétrica e trabalhar duro em… alguma coisa. Mudar a vida das pessoas através da arte, talvez. Alegrar os amigos, permanecer fiel aos próprios princípios, viver com paixão, bem e plenamente. Experimentar coisas novas. Amar e ser amada, se houver oportunidade.” [pg. 408-409]

Sinopse, clique aqui.

P.s.: Assistam o filme também (também é muito lindo).

Grandes beijos e abraços…

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O que estou lendo…

Iaê gente, boa noite, tudo bem com você?

Depois de finalmente ter terminado de ler “Cidades de Papel”, decidi reler um livro que a muito tempo estava com vontade: “Um Dia”. “Ah, Jusley, mas por que está relendo ele?” Porque esse foi o primeiro livro, literalmente, da minha coleção, então tem muito tempo que o li e não lembro muito dele. Ok, lembro do filme do começo ao fim, mas não lembro de como as coisas aconteceram no livro. Por exemplo, tem no filme uma frase que eu amo porém não consigo lembrar se tal frase também está no livro. Então, esse é um dos motivos para que eu ficasse com vontade de reler. Outro motivo é: Estou com saudades de Em e Dex ♥.

Sinopse: Dexter Mayhew e Emma Morley se conheceram em 1988. Ambos sabem que no dia seguinte, após a formatura na universidade, deverão trilhar caminhos diferentes. Mas, depois de apenas um dia juntos, não conseguem parar de pensar um no outro.
Os anos se passam e Dex e Em levam vidas isoladas — vidas muito diferentes daquelas que eles sonhavam ter. Porém, incapazes de esquecer o sentimento muito especial que os arrebatou naquela primeira noite, surge uma extraordinária relação entre os dois.
Ao longo dos vinte anos seguintes, flashes do relacionamento deles são narrados, um por ano, todos no mesmo dia: 15 de julho. Dexter e Emma enfrentam disputas e brigas, esperanças e oportunidades perdidas, risos e lágrimas. E, conforme o verdadeiro significado desse dia crucial é desvendado, eles precisam acertar contas com a essência do amor e da própria vida.

Sei que muitas pessoas já leram este livro, mas, para quem não leu, fique aguardando que em breve terá resenha ♥.

Grandes beijos e abraços…

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Resenha: Cidades de Papel

— Talvez todos os fios dentro dele tenham se arrebentado — respondeu ela. (PG. 16)

 
 
 
 
 
 

Título: Cidades de Papel
Título Original: Paper Towns
Autor: John Green
Páginas: 368
Ano de Lançamento: 2013
Editora: Intrínseca
Gênero: Ficção Americana

Depois de muito sacrifício, FINALMENTE, consegui terminar este livro. E digo a vocês que isso só foi possível por causa da minha amiga, Luane, que me falou: “Só acho que temos direito de falar bem ou mal de algo se terminarmos por completo”, claro que concordo com ela. É errado querer opinar sobre algo que você não leu/viu todo, eu iria fazer isso porque eu não conseguia terminar de ler esse livro, por mais que tentasse. Mas depois do que Lu disse, só me sentiria bem em dar minha opinião depois que tivesse o lido completamente.

Vamos deixar claro uma coisa para você que está aqui para ler essa resenha: ELA NÃO VAI SER UMA RESENHA POSITIVA, então se você é fanática pelo Sr. Green acho melhor nem ler porque com certeza você irá me odiar. Mas se mesmo assim deseja ler, lembre-se: Cada um tem sua opinião, respeite a minha! Dito isto…

Todo mundo que me conhece sabe que ACEDE foi um livro que não gostei muito, porque já sabia o final, mas “Cidades de Papel” superou. Não sei explicar exatamente o que me fez ter tanta raiva deste livro, simplesmente achei ele um tédio, sem falar que achei Quentin um idiota (ops!) que só pensava nele e achava que o mundo girava em torno dele (acho que escutar “Bleeding Out” enquanto faz a resenha não seja tão legal assim rsrs). Mas vamos lá…

Quentin Jacobsen está no seu último ano do colégio e é apaixonado por Margo Roth Spiegelman, porém essa paixão é algo impossível para ele já que eles não estão mais tão próximos assim e por Margo ter um namorado.

Q. sempre teve uma rotina certinha, nunca fez nada de diferente, nunca desobedeceu nenhuma regra, nunca faltou aula, nunca tinha feito nada que fosse realmente empolgante (em outras palavras: Poderíamos considerar a vida dele chata). Até que tudo isso muda quando Margo surge na janela do seu quarto e o chama para ajudá-la a resolver onze problemas. Depois de ter negado algumas vezes ele finalmente aceita e parte com Margo para essa aventura (melhor parte do livro, ou única parte que realmente achei boa). Essa se torna uma noite muito especial para Q., pois o faz crer que poderá se reaproximar de Margo e isso o deixa muito feliz e ao mesmo tempo ansioso para o dia seguinte na escola.

Porém, ao chegar na escola, ele descobre que Margo havia sumido (de novo). E isso o deixa com “uma pulga” atrás da orelha: Para onde ela poderia ter ido? Quando será que ela vai voltar? Por que ela tinha sumido? Então, ele julga que a melhor decisão é ir atrás dela (não importa onde, como ou quando).

Pronto, a partir daí que, na minha opinião, o livro começou a ficar ruim. E só poderei falar coisas sobre ele até aqui, porquê: 1) Depois disso, qualquer detalhe a mais pode se tornar spoiler; 2) A partir daqui que comecei a odiar o livro, então acho que tudo que direi após isso não será muito legal.

Mas irei explicar porque acho Q. um idiota: Ele vai atrás de Margo, até aí tudo bem, mas o que ele faz para ir atrás dela não é nem um pouco legal. Ele fica obcecado por ela, se torna doentio, a vida dele começa a girar em torno de “Margo Roth Spiegelman”. Tudo que ele faz ou fala é sobre ela (tem um certo momento no livro que Q. briga com Ben por ele ser “obcecado” pela *seria spoiler se eu dissesse*, sendo que Quentin não percebe que ele também estava obcecado por algo. Algo que o tornava chato/idiota). Ele só quer encontrar Margo, não importa como. E ninguém iria empatar ele disso.

Se eu indico esse livro pra alguém? Sim, eu não gostei mas alguém pode gostar, né? Mas deixo um prévio aviso: Não gostei e por pouco não conseguia completar a leitura (teve um momento que fechei o livro e falei pra minha irmã, fingindo voz de choro: “NÃO CONSIGO TERMINAR ESSE LIVROOOOO!!!, foi desesperador rsrs). Mas leiam, vocês podem ou não ter a mesma opinião que eu tive, só irá descobrir se ler!

 Quotes:

“[…] E agora a vida se tornou o futuro. Todos os momentos da vida são vividos no futuro: você frequenta a escola para entrar na faculdade para arrumar um bom emprego para comprar uma casa legal e mandar os filhos para a faculdade para que eles consigam arrumar um bom emprego para comprar uma casa legal para mandar os filhos para faculdade.” [pg. 42]

“[…] No planejamento, acho. Não sei. Fazer as coisas nunca é tão bom quanto imaginá-las.” [pg. 90]

“[…] O prazer estava em ver nossos fios se cruzarem e se separarem, e depois se tocarem de novo.” [pg. 91]

“[…] É muito difícil ir embora — até você ir embora de fato. E então ir embora se torna simplesmente a coisa mais fácil do mundo.” [pg. 262]

“[…] Só tenha em mente que às vezes o jeito como a gente pensa em alguém não é exatamente o jeito como essa pessoa é.” [pg. 312]

“[…] As pessoas são o lugar, e o lugar é as pessoas.” [pg. 346]

“[…] O para sempre é composto de agoras — diz Margo. Não tenho nada para refutar isso; fico só assimilando a frase quando ela continua: — Emily Dickinson.” [pg. 351]

Sinopse, clique aqui.

P.s.: Achei o filme melhor (por ser mais engraçado).

Grandes beijos e abraços…

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O que estou lendo…

Olha eu aqui de novo rsrs *-*

Depois de 2 meses sem ler nenhum livro, estou de volta \o/

Minha última leitura foi: “Não se apega, não”, e não entendo o porquê de não conseguir fazer uma resenha sobre ele. Ainda tentei começar uma nova leitura logo após ele, porém não deu, muita coisa para fazer na UFS e não estava andando muito de ônibus ou quando andava dormia rsrs. Tava difícil associar: Leitura e estudos. E quando começou a greve, só queria tocar violão. ‘-‘

Mas o que importa é que estou de volta e já quero mostrar a vocês qual a minha nova leitura (enrolei muito, mas finalmente comecei a ler este livro):

Sinopse: Cidades de Papel – Em Cidades de papel, Quentin Jacobsen nutre uma paixão platônica pela vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman desde a infância. Naquela época eles brincavam juntos e andavam de bicicleta pelo bairro, mas hoje ela é uma garota linda e popular na escola e ele é só mais um dos nerds de sua turma.

Certa noite, Margo invade a vida de Quentin pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola, esperançoso de que tudo mude depois daquela madrugada e ela decida se aproximar dele. No entanto, ela não aparece naquele dia, nem no outro, nem no seguinte.

Quando descobre que o paradeiro dela é agora um mistério, Quentin logo encontra pistas deixadas por ela e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele pensava que conhecia.

Quem aí já leu? O que achou? Não posso falar nada porque comecei a ler ontem, não tenho muito o que dizer (por enquanto) rsrs. Assim que terminar, farei a resenha dele. Então é isso gente, até a próxima…

Grandes beijos e abraços…