Resenha: É Melhor Não Saber

É melhor não saberEu sinto como se estivesse no meio de um lago congelado e a camada de gelo fino começasse a rachar. [pg. 20]

 

 

 

 

Título Original: Never Knowing
Autor: Chevy Stevens
Páginas: 320
Ano de Lançamento: 2013
Editora: Arqueiro
Gênero: Ficção Americana

Em uma noite escura você decide fazer um acampamento em uma floresta na sua cidade. Para não ir sozinha, você chama seu namorado e ele aceita, claro. Tudo parecia bem no acampamento até que um cara aparece e mata o seu namorado, você corre desesperada na tentativa de fugir daquele louco. Corre. Corre. CORRE.Até que……………. Você, finalmente, acorda. Assustada, óbvio, pois você tinha acabado de sonhar com o assassino do acampamento.

Imaginem viver uma situação dessa de correr, correr, correr e, TALVEZ, se salvar. Agora imagine algo diferente, ou melhor, algo bem pior que isso: O assassino do acampamento é o seu PAI! Mas isso não era só imaginação (ou sonho) para Sara, aquilo era realidade na vida dela. O sonho que ela tinha de conhecer o pai biológico, acabou se tornando um grande pesadelo.

Sara tinha sido adotada ainda quando criança, mas sempre teve uma relação complicada com o pai e a irmã mais nova (Melanie); Mesmo tendo uma boa relação com a mãe e a irmã do “meio” (Lauren), ela não se sentia bem e, por esse motivo, sempre sonhou em conhecer os pais biológicos dela. A vontade da realização desse sonho só aumentou quando ela ficou noiva de Evan, então ela achou que esse momento seria perfeito para poder conhecer a “verdadeira” história dela. Assim, ela decidiu contratar um detetive para encontrá-los.

Até que em um certo dia o detetive disse que tinha encontrado a mãe dela e que ela morava em uma cidade próxima da que Sara morava, mas tinha um “porém” nessa história: A mãe dela tinha sido a ÚNICA sobrevivente do assassino do acampamento. Então Sara seria filha de um assassino? Talvez não, porém, as datas do estupro (o assassino sequestrava suas vítimas, as estupravam, depois as matavam) e a do aniversário de Sara batiam. Era exatamente isso que estava acontecendo: ELA ERA FILHA DE UM ASSASSINO.

Já não bastasse esse “baque” de descobrir que sua mãe nunca a quis de verdade e que seu pai era um assassino, alguém ainda fez questão de divulgar essa história pela internet (será que foi o detetive que contou? Ou será que foi Evan, seu noivo? Ou será que foi sua irmã, Lauren (a única pessoa a quem ela tinha contado)?). Todos ficam sabendo disso, inclusive alguém que ela preferia que nunca soubesse: O ASSASSINO.

A partir daí John (o assassino) acredita que Sara pode ser sua única salvação e ele está disposto a tudo, inclusive a matar, para conseguir ter um vínculo com sua filha. E a polícia vê nessa vontade de aproximação de John uma oportunidade perfeita para que ele, finalmente, seja preso por todos os crimes que cometeu. E o que Sara acha? O que ela deseja? Será que toda sua raiva tinha alguma relação em ser filha de um assassino? Só lendo para descobrir.

O livro foi muito bem escrito, com uma narrativa boa e que te faz ficar presa na história a cada capítulo. Onde cada um deles são sessões de terapia que a personagem principal faz com uma psicóloga. Um suspense incrível que te faz (até) ficar com medo por Sara, você fica se perguntando o livro todo o que será que vai acontecer com ela, pra onde aquele sonho de conhecer seus pais biológicos irão levá-la.

Na opinião de um simples leitora, esse livro é incrivelmente perturbador, porém é um livro, para quem gosta de suspense ou para quem quer “experimentar” novos estilos literários (eu! Na verdade estou começando a achar que gosto muito de livros nesse estilo), muito INCRÍVEL. De todos os livros que li de suspense até hoje (sei que não li muitos), esse sem dúvida alguma foi o melhor.

Quotes:

“‘Para construirmos um futuro, temos de conhecer o passado.’ Depois disse que era uma citação de Otto Frank, o pai de Anne Frank.” [pg. 60]

“Mas, como dizia Sun Tzu, ‘A oportunidade de derrotar o inimigo é fornecida pelo próprio inimigo’.” [pg. 112]

“Isso é como achar que lhe deram a vida errada e que você precisa ter a vida certa para que tudo fique bem, e depois descobrir que não existe uma vida certa. Ou que a vida certa no final das contas era a vida errada ou… Não importa.” [pg. 132]

“Quando lhe contei que tinha encontrado minha mãe, disse que isso era como andar sobre gelo fino. Como cair diretamente na água gelada. Você luta para voltar à superfície, com os pulmões ardendo e concentrada naquele feixe de luz acima de você. Mas quando finalmente consegue chegar lá, a água voltou a congelar e o buraco se fechou.” [pg. 133]

“A culpa é como um câncer que não consigo deixar de afagar.” [pg. 173]

“Anos atrás você me ensinou que não podemos escolher como nos sentimos em relação aos fatos: escolhemos apenas como lidar com os sentimentos que eles nos despertam. Mas às vezes, mesmo quando se tem uma escolha, as opções são todas terríveis, que parece que não há decisão a tomar.” [pg. 174]

“Você alguma vez já sentiu que tinha tudo nas mãos, tudo o que sempre quis, mas de repente o deixou cair ou apertou com força demais?” [pg. 224]

“Você disse que preciso começar a perguntar a mim mesma o que quero fazer, e não ficar pensando no que é certo ou errado ou no que os outros acham.” [pg. 245]

“Tenha cuidado com aquilo que deseja.” [pg. 246]

“Toda minha vida lutei contra o tempo — geralmente porque ele não estava passando rápido o suficiente para mim. Mas há momentos em que ele corre contra você e que então você faria qualquer coisa para parar o relógio.” [pg. 295]

P.s.: O primeiro parágrafo dessa resenha não tem ligação com o livro (tirando a parte do assassino do acampamento), essa situação foi criada por mim para fazer vocês “entrarem” um pouco na história.

P.s.2.: Essa resenha não teve foto pois estou com um probleminha no blog em relação a fotos (estou tentando resolver).

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4 comentários em “Resenha: É Melhor Não Saber

  1. Adorei a resenha, estou mais curiosa ainda pra ler esse livro rs.
    Eu também estou comecando a gostar de livros desse gênero, li poucos, mais estou gostando e quero muito ler É melhor não saber rs
    Beijinhos, obrigado por me avisar sobre a resenha :)
    *eu sou a dona do @livros_e_muito_mais :)

  2. Aaah! Ju!!
    Meu Deus! Sua resenha! O que eu faço com a vontade de ler esse livro? Haha amei o post (demorei demais pra vir aqui ver, mas antes tarde do que nunca), sério, agora tô ainda mais ansiosa, vou ver se acho o livro pra comprar em algum sebo hehe

    Beeijos e parabéns mais uma vez :D

    1. Oi Aline *-*
      Fico muito feliz em saber que você gostou da resenha (e que ela te incentivou a querer ler este livro). Só pra reforçar a ideia: LEIA! rsrs
      É muito bom, não me arrependi (e olhe que, antes de ler e comprar este livro, li muitas resenhas negativas sobre ele). Se você gosta de livros neste estilo, vai fundo. ;)

      Beijos, obrigada! :*

      P.s.: Antes tarde do que nunca *-*

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